Tag: atividade alfabetização

  • Vamos às Compras | Jogo de matemática para trabalhar a relação número e valor monetário.

    Vamos às Compras | Jogo de matemática para trabalhar a relação número e valor monetário.

    O-lá!

    O modo como a criança aprende faz toda a diferença no que ela aprende e, principalmente, no que ela leva para a vida. Quando o processo educativo valoriza a participação ativa, a curiosidade e a construção de sentidos, a aprendizagem se torna mais profunda, consistente e significativa. É nesse cenário que os jogos pedagógicos ganham destaque.

    Ao participar de uma situação de jogo mediada por um profissional, a criança é convidada a pensar, tomar decisões, testar hipóteses, organizar estratégias e comunicar suas ideias. Ela aprende enquanto interage, observa, erra, tenta novamente e reflete sobre suas ações. Assim, o jogo se transforma em um espaço potente de desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

    Como afirmam Macedo, Peti e Passos:

    Num primeiro momento, essa ação é física, concreta e visualmente constatável, envolve o movimento e manipulação. Na medida em que a criança se desenvolve, passa a ser capaz de estabelecer relações, ou seja, sua ação não se reduz aos objetos em si, mas pode ser mentalmente executada. Em outras palavras, a ação não se subordina aos objetos concretos, vai além deles, porque agora a criança é capaz de pensar, levantar hipóteses, interpretar e criar. (MACEDO; PETI; PASSOS, 2000, p. 23)

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que o jogo é tão potente no contexto educativo: ele parte da ação concreta, da manipulação e da experimentação, mas favorece também a construção de relações mentais cada vez mais elaboradas.

    Na alfabetização, os jogos favorecem o reconhecimento de letras, sílabas, palavras, sons e estruturas da língua de forma significativa. A criança lê, escreve, compara, formula hipóteses e amplia seu vocabulário ao se envolver com os desafios propostos. Já na alfabetização matemática, os jogos estimulam a compreensão dos números, das quantidades, das operações, das relações espaciais e do pensamento lógico, sempre conectados a situações concretas e contextualizadas.

    Hoje eu trouxe um jogo que une alfabetização linguística e matemática. A criança é desafiada a ler, selecionar informações e resolver cálculos dentro de uma situação concreta e significativa.

    Algumas das habilidades estimuladas:

    • Leitura e reconhecimento de palavras, ao identificar os itens da lista de compras;
    • atenção e concentração, ao acompanhar as jogadas e observar as oportunidades;
    • cálculo e compreensão de quantidades, ao somar o valor total das compras;
    • relação entre número e valor monetário, ao associar preços às quantidades e representá-los com cédulas e moedas.

    Sugestão de uso:

    1. Entregue um tabuleiro e uma ficha com a lista de compras para cada criança.
    2. Coloque as fichas com imagens dos produtos em uma pilha, viradas para baixo.
    3. Na sua vez, cada criança vira uma ficha da pilha. Se o produto sorteado estiver na sua lista, ela coloca a ficha no seu tabuleiro. Caso contrário, descarta na mesa. O próximo jogador poderá virar uma nova ficha da pilha ou pegar uma das fichas descartadas.
    4. Ganha o jogo quem completar primeiro a sua lista de compras ou, considerando que há apenas uma ficha de cada produto, quem conseguir “comprar” o maior número de itens da sua lista.
    5. Após o jogo, convide as crianças a calcularem o valor total da sua lista de compras. Se possível, utilize dinheiro fictício, com cédulas e moedas de brinquedo, para que representem esse valor.

    Assim, brincar de “ir às compras” se transforma em uma experiência rica de aprendizagem, integrando linguagem e matemática de forma contextualizada, significativa e funcional.

    Gostou do que viu por aqui? Que tal deixar um comentário no espaço abaixo? Vou amar!

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência Bibliográfica:
    MACEDO, Lino de; Petty, Ana Lúcia Sicoli; PASSOS, Norimar Christe. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 36 fichas com figuras;
    • 18 fichas com lista de compras;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • instruções de uso.

    Para você imprimir, montar e jogar.

  • Traçado do alfabeto

    Traçado do alfabeto

    Genteee, para tudo e vem ver esta atividadeee!

    Materiais necessários:

    – saco plástico espessura mais grossa. Eu utilizei um plástico de pasta catálogo.

    – gel de cabelo;

    – letra em uma folha sulfite;

    – fita adesiva;

    – botão.

    Como preparar:

    1. Fixem a folha com a letra por fora do saco plástico. Na parte de trás.
    2. Dentro do plástico coloquem o botão e o gel.
    3. Fechem muiiito bem o saco plástico com a fita adesiva.

    Procedimento de uso:

    A criança deverá fazer o traçado da letra por cima do saco plástico e empurrar o botão que está no meio do gel. Para ampliar o desafio pode ser dito que o botão não pode sair do traçado. Viram que maneira interessante de trabalhar coordenação motora e o alfabeto??!

    imageVariação: o plástico com gel pode ser colocado em uma pasta catálogo com letras.

    É maravilhosa esta atividade!!! Já sabendo que muitos de vocês irão perguntar sobre a letra, informo que, simmm, tem disponível na nossa loja o arquivo em PDF com o alfabeto. É proveniente de uma outra atividade que já compartilhei aqui com vocês, mas as letras poderão ser aproveitadas muito bem para esta atividade. O Arquivo em PDF é enviado por e-mail.

    Para adquirir cliquem no link abaixo:

  • Foguete de palavras

    Foguete de palavras

    Oie!!!

    Olhem só eu aqui, novamente, com uma ideia para envolver leitura em uma brincadeira super divertida!!!

    Simples demais! Legal demais! Ai.ai… isso tudo me deixa tão feliz! Meu lado criança fica bem aflorado. Nem tenho como descrever. Tá, estou exagerando (mas só um pouquinho!..rs).

    Se tiver algum papai ou mamãe lendo este post, sintam-se à vontade! Esta brincadeira vocês podem fazer tranquilamente com seus filhos.

    É uma ideia que foi organizada para crianças bem em início de alfabetização. Ler uma palavra ainda significa um desafio para elas.

    Vamos lá!

    Como vocês podem ver na foto, é necessário:

    • barbante;
    • garrafa pet com palavras (será o foguete);
    • etiqueta com as mesmas palavras da garrafa. Eu utilizei post its coloridos.

    Como brincar:

    É uma brincadeira para no mínimo dupla de crianças (ou uma criança e um adulto que, assim como eu, gosta de brincar!).

    Esticar um barbante de ponta a ponta em um local amplo e transpassar a garrafa PET.

    Cada criança deverá ficar em uma das pontas do barbante e ter com ela etiquetas que tenham algumas das palavras que foram escritas no foguete (garrafa PET). Ler uma etiqueta, procurar a palavra correspondente no foguete e colocar a etiqueta ao lado. Depois, empurra o foguete para a outra criança que deverá repetir o procedimento. A brincadeira termina quando não tiver mais etiquetas.

    Gostou deste post? Então, por favor deixe seu comentário. Ele é super importante para eu saber se o que estou compartilhando é útil para vocês, e, assim, continuar o meu trabalho.

    Bjooooo

    P.S.: As crianças com as quais eu utilizei esta brincadeira foram incentivadas a ler as palavras das etiquetas e não somente agrupar palavras iguais.

    Outras ideias para alfabetização você encontra nesta apostila:

  • Quando a criança já escreve palavras, mas ainda não consegue construir frases

    Quando a criança já escreve palavras, mas ainda não consegue construir frases

    Entenda por que isso acontece e conheça estratégias para desenvolver a organização das frases durante a alfabetização.

    Aprender a escrever palavras representa uma conquista importante durante a alfabetização. Entretanto, esse avanço não significa que a criança já saiba produzir frases com sentido. Quando a criança compreende o princípio alfabético, dentre outras habilidades, ela ainda precisa aprender que as palavras estabelecem relações entre si e que sua organização interfere diretamente na mensagem que será comunicada.

    É justamente nesse momento que alguns professores observam um novo desafio: a criança já escreve diversas palavras corretamente, mas ainda encontra dificuldades para organizá-las em frases coerentes. Em vez de registrar “O menino brinca no parque”, por exemplo, pode escrever “Parque no menino brinca” ou apenas reunir palavras que fazem parte do mesmo contexto, sem conseguir estabelecer uma relação adequada entre elas.

    Isso não significa, necessariamente, que ela não saiba escrever. Na verdade, produzir frases envolve um conjunto de conhecimentos que vão muito além da escrita convencional das palavras.

    A escrita de frases começa muito antes da alfabetização

    Embora a produção escrita, geralmente, seja aprendida na escola, sua base começa a ser construída desde os primeiros anos de vida.

    Nas conversas com os adultos, nas brincadeiras de faz de conta, ao ouvir histórias, recontar acontecimentos ou explicar como foi seu dia, a criança vai percebendo que a linguagem possui uma organização. As ideias seguem uma sequência, os acontecimentos estabelecem relações entre si e cada informação desempenha uma função para que a mensagem seja compreendida.

    Quando um adulto conta uma história, por exemplo, normalmente apresenta os personagens, descreve o que aconteceu, desenvolve os acontecimentos e, por fim, chega a um desfecho. Ao participar dessas situações de linguagem, a criança começa a construir conhecimentos importantes sobre como as ideias são organizadas para comunicar significado.

    Essas experiências não ensinam diretamente a escrever frases, mas constituem uma base importante para o desenvolvimento da linguagem escrita.

    O que a criança precisa desenvolver para conseguir escrever frases?

    A organização de frases não depende de uma única habilidade. Trata-se de um processo complexo que envolve diferentes conhecimentos, construídos ao longo do desenvolvimento e ampliados durante a alfabetização.

    Desenvolvimento da linguagem oral

    A linguagem oral constitui a principal base para a aprendizagem da linguagem escrita. Crianças que participam de conversas, fazem perguntas, explicam suas ideias, contam experiências e recontam histórias têm maiores oportunidades de compreender como a linguagem se organiza para produzir sentido.

    Contato com histórias e outros textos

    Ouvir histórias, poemas, parlendas e outros gêneros textuais amplia o repertório linguístico da criança e favorece a compreensão de diferentes formas de organização da linguagem.

    Além disso, ao acompanhar narrativas, ela percebe que os acontecimentos seguem uma sequência lógica e temporal, estabelecendo relações de causa, consequência e continuidade. Esse conhecimento será posteriormente mobilizado quando precisar organizar frases e produzir textos.

    Ampliação do vocabulário

    Quanto maior o repertório de palavras, maiores são as possibilidades de expressar ideias com clareza e construir frases mais completas.

    Por esse motivo, atividades que ampliam o vocabulário também favorecem o desenvolvimento da produção escrita.

    Compreensão da estrutura das frases

    Outro aspecto importante é compreender que as palavras exercem funções diferentes dentro da frase e que sua posição interfere diretamente na construção do significado.

    A criança precisa entender que, por exemplo:

    • O cachorro perseguiu o gato.
    • O gato perseguiu o cachorro.

    As duas frases são compostas praticamente pelas mesmas palavras. No entanto, basta alterar sua ordem para que o significado seja completamente modificado.

    Essa capacidade de refletir sobre a organização das frases recebe o nome de consciência sintática. Segundo Soares (2016), ela envolve a identificação de inadequações na estrutura das frases e a reflexão sobre sua organização gramatical, favorecendo a compreensão da linguagem escrita.

    Domínio do princípio alfabético

    Também é importante que a criança consiga escrever palavras com relativa autonomia. Quando ainda precisa concentrar grande parte de sua atenção na escolha das letras, dispõe de menos recursos cognitivos para pensar simultaneamente na organização da frase.

    Mediação intencional do professor

    Nenhuma dessas habilidades se desenvolve isoladamente.

    A mediação do professor desempenha papel fundamental ao incentivar a criança a justificar suas escolhas, comparar diferentes possibilidades de organização, reler o que escreveu e refletir sobre se a frase realmente comunica aquilo que pretendia dizer.

    Como afirma Magda Soares (2022), alfabetizar não significa apenas ensinar o sistema de escrita alfabética, mas promover a apropriação da língua escrita em seus diferentes usos e formas de organização.

    Como favorecer esse aprendizado?

    Uma estratégia bastante eficiente consiste em propor situações nas quais a criança precise refletir sobre a organização das palavras para construir frases com sentido.

    Em vez de copiar modelos prontos, ela é convidada a levantar hipóteses, experimentar diferentes possibilidades, comparar suas escolhas e verificar qual organização comunica melhor a mensagem.

    Durante esse processo, desenvolve habilidades importantes para a alfabetização, como:

    • leitura;
    • produção escrita;
    • consciência sintática;
    • atenção;
    • pensamento lógico;
    • revisão da própria escrita;
    • compreensão da estrutura da linguagem.

    Após organizar a frase, a atividade pode ser ampliada com o registro escrito, o uso de letra maiúscula e pontuação, a ilustração da cena ou até mesmo a produção de um pequeno texto a partir da frase construída.

    Um recurso para trabalhar essa habilidade

    Pensando nesse momento da alfabetização, desenvolvemos o jogo Organize as Frases.

    O material apresenta cartas com palavras embaralhadas que desafiam a criança a refletir antes de responder. Para encontrar a solução, ela precisa analisar a função de cada palavra, testar diferentes possibilidades e verificar qual organização produz uma frase coerente.

    Naturalmente, nenhum recurso pedagógico é capaz de desenvolver, sozinho, todas as habilidades envolvidas na produção escrita. Entretanto, quando utilizado dentro de um planejamento intencional e mediado pelo professor, esse tipo de atividade favorece a reflexão sobre a estrutura da linguagem e contribui para que a criança avance na construção de frases cada vez mais claras e organizadas.

    Afinal, aprender a escrever não significa apenas conhecer palavras. Significa saber utilizá-las para comunicar ideias.

    Referências

    SCHERER, Ana Paula Rigatti; PEREIRA, Vera Wannmacher. A escrita da frase na alfabetização: o papel da consciência sintática. Signo, Santa Cruz do Sul, v. 38, n. esp., p. 193-209, 2013.

    SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2022.

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF com o jogo contendo:

    • 32 cartas;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, recortar e jogar.