Tag: alfabetização

  • Desgrude as Palavras: ideia para trabalhar a segmentação das palavras

    Desgrude as Palavras: ideia para trabalhar a segmentação das palavras

    O-lá!

    Quando falamos, não fazemos pausas entre todas as palavras. Nossa fala acontece como uma sequência contínua de sons.

    Essa característica da fala ajuda a compreender por que algumas crianças, durante o processo de alfabetização, apresentam dificuldades para identificar onde uma palavra termina e outra começa. Isso pode estar relacionado ao desenvolvimento da consciência de palavras e à aprendizagem das convenções da escrita, entre elas, o uso dos espaços para separar as palavras.

    Assim, em vez de escrever:

    O GATO SUBIU NO MURO.

    podem registrar:

    OGATO SUBIU NOMURO.

    Esse tipo de escrita, em que a criança junta duas ou mais palavras, é conhecido como hipossegmentação.

    Não se trata simplesmente de “esquecer de dar espaço”. A criança está construindo conhecimentos sobre o funcionamento da escrita e precisa compreender que as palavras, embora nem sempre sejam percebidas como unidades separadas na fala, são representadas na escrita com espaços entre elas.

    Como explica Magda Soares (2016, p. 45):

    […] se a fala não é, nem precisa ser, ensinada de forma explícita, consciente — não há necessidade de métodos para orientar a aquisição do falar e do ouvir —, a escrita precisa ser ensinada por meio de métodos que orientem o processo de aprendizagem do ler e do escrever. […]

    Por isso, é importante propor atividades que ajudem a criança a desenvolver a consciência de palavras, percebendo que uma frase é formada por palavras que podem ser identificadas e representadas separadamente na escrita.

    Pensando nessa dificuldade, hoje trouxe como sugestão de intervenção o jogo Desgrude as Palavras.

    Habilidades estimuladas:

    • consciência de palavras;
    • segmentação de palavras na escrita;
    • leitura;
    • atenção;
    • memória de trabalho;
    • relação entre fala e escrita.

    Sugestão de uso

    Apresente uma página do “Desgrude as Palavras” à criança e explique que ela deverá separar as palavras da frase, colocando os espaços nos lugares corretos.

    Primeiro, peça que leia a frase e observe os círculos logo abaixo. Explique que cada círculo corresponde a uma palavra e que eles servirão como pistas, pois indicam a quantidade de palavras em cada frase.

    Em seguida, peça que repita a frase em voz alta, apontando para um círculo a cada palavra pronunciada. Se sobrarem ou faltarem círculos, incentive-a a tentar novamente, prestando atenção à separação das palavras na fala.

    Depois que conseguir identificar oralmente todas as palavras, peça que escreva a frase, colocando os espaços corretamente.

    Por fim, a criança poderá virar a folha para conferir sua resposta. Esse momento permite que compare sua escrita com o modelo, identificando possíveis erros e fazendo os ajustes necessários.

     

    Sugestão de mediação

    Uma outra possibilidade é utilizar palitos de picolé. Fale a frase devagar junto com a criança e peça que ela coloque um palito sobre a mesa para representar cada palavra pronunciada.

    Depois, compare a quantidade de palitos utilizados com a quantidade de círculos disponíveis.

    Durante a mediação, também é possível fazer perguntas como:

     “Onde termina esta palavra?”

    “E onde começa a próxima?”

    Queremos que a criança comece a perceber onde uma palavra termina e outra começa e, assim, reflita sobre o próprio conceito de palavra.

    É isso! Espero que o jogo Desgrude as Palavras contribua para tornar esse momento de aprendizagem mais leve, significativo e divertido para as crianças.

    Um abraço e até o próximo post! ❤️

    Referência bibliográfica

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

    Sobre o produto

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 30 fichas com frases;
    • 30 fichas de conferência;
    • instruções de uso.

    O arquivo é enviado em formato digital para você imprimir, encadernar e utilizar.

    Talvez você queira saber

    A criança precisa saber ler para utilizar o Desgrude as Palavras?

    Não necessariamente de forma autônoma. Quando a criança ainda apresenta dificuldades na leitura, o professor ou profissional pode ler a frase em voz alta e ajudá-la a identificar as palavras, utilizando os círculos como pistas.

    Para quem é indicado o jogo Desgrude as Palavras?

    O material é indicado para crianças e adolescentes em processo de alfabetização que estejam apresentando dificuldades para identificar e separar as palavras na escrita. Sua utilização deve considerar as necessidades e o nível de aprendizagem de cada estudante.

    O jogo Desgrude as Palavras pode ser utilizado com adolescentes?

    Sim. Embora o material apresente ilustrações, elas seguem um estilo cartoon, sem uma aparência excessivamente infantil, permitindo sua utilização também com adolescentes em processo de alfabetização.

  • Sopa de Letrinhas | Jogo de letras embaralhadas para formar palavras

    Sopa de Letrinhas | Jogo de letras embaralhadas para formar palavras

    O-lá!

    Quem acompanha de perto o processo de alfabetização sabe que as crianças fazem inúmeras tentativas para escrever uma palavra. Elas experimentam letras, modificam suas escolhas, reorganizam a escrita e, aos poucos, constroem compreensões sobre como o sistema de escrita funciona.

    Essas tentativas não são aleatórias. Revelam o modo como cada criança está pensando sobre a escrita naquele momento. Como explica Ana Albuquerque (2022, p. 82):

    […] ao longo do processo de alfabetização verifica-se que as crianças recorrem a estratégias diversificadas, evidenciando diferentes tentativas de compreensão do princípio alfabético.

    Por isso, propostas que permitem à criança experimentar, testar possibilidades e refletir sobre suas escolhas podem ser muito produtivas no processo de alfabetização. Mais do que verificar se ela chegou ou não à palavra correta, é possível observar as estratégias utilizadas e intervir para ajudá-la a avançar.

    Pensando nisso, hoje trago como sugestão o Sopa de Letrinhas, um jogo de alfabetização com letras embaralhadas que convida a criança a formar nomes de alimentos.

    Habilidades estimuladas

    • formação de palavras;
    • reconhecimento e identificação de letras;
    • relação entre fonemas e grafemas;
    • atenção e percepção visual;
    • memória de trabalho.

    Sugestão de uso

    • Embaralhe as cartas e forme uma pilha, deixando a frente das cartas voltada para baixo.
    • Na sua vez, cada criança pega uma carta e tenta formar o nome de um alimento com as letras embaralhadas. A letra maior indica o início do nome do alimento.
    • Depois de formar a palavra, a criança registra o nome do alimento em uma folha ou no caderno e pega uma ficha da mesma cor indicada na colher da carta.
    • Ganha o jogo quem primeiro conquistar três fichas da mesma cor.

    O jogo também conta com um elemento de sorte. Isso significa que nem sempre quem acerta mais palavras será o vencedor. Assim, mesmo a criança que precisa de ajuda para formar uma palavra continua participando e tem chances de ganhar.

     

    Sugestão de mediação

    Uma boa estratégia é utilizar letras de EVA ou fichas. Assim, a criança pode experimentar diferentes formas de organizar as letras sem precisar apagar e escrever novamente a cada tentativa.

    Depois de conseguir organizar a palavra, é importante convidá-la a escrever em uma folha ou no caderno. Esse registro também cria uma oportunidade para que a criança retome a palavra que acabou de formar e reflita sobre sua escrita.

    Durante a atividade, quem acompanha a criança pode oferecer pistas sem antecipar imediatamente a resposta:

    “Que alimento pode ser formado com essas letras?”

    “Vamos falar o nome bem devagar?”

    “Qual som você ouve primeiro? Qual letra poderia representar esse som?”

    “Você reconhece alguma letra que pode ajudar?”

    É isso o que eu tinha para dizer hoje… Hehe! Espero que tenha contribuído. 😊

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

    O que você recebe

    O arquivo PDF foi preparado para você imprimir, recortar e começar a usar. Nele você encontra:

    • 24 cartas com letras de palavras embaralhadas;
    • 12 fichas laranja;
    • 12 fichas verdes;
    • 1 embalagem;
    • instruções de uso.

    GRATUITO ATÉ 16/10/26

    Talvez você queira saber

    O jogo pode ser usado para avaliação?

    Pode fornecer informações interessantes para a observação do processo de aprendizagem, especialmente sobre as estratégias que a criança utiliza diante das letras e das palavras. No entanto, o jogo, isoladamente, não deve ser considerado um instrumento de avaliação diagnóstica.

    É possível adaptar o nível de dificuldade?

    Sim. Você pode selecionar as cartas com palavras mais simples ou mais complexas, considerando o nível de aprendizagem da criança

    O que observar durante a atividade?

    Além de verificar se a criança chegou à palavra, vale observar como ela pensa para chegar até ela: quais letras reconhece, que hipóteses levanta, se utiliza os sons da palavra como apoio e como reage quando uma tentativa não funciona.

    O jogo pode ser utilizado em atendimentos individuais?

    Sim. Nos atendimentos individuais, é possível explorar cada carta com mais calma, oferecer pistas e propor outros desafios conforme as dificuldades apresentadas pela criança

  • Desembaralhe as Frases: jogo para trabalhar a organização de frases na alfabetização.

    Desembaralhe as Frases: jogo para trabalhar a organização de frases na alfabetização.

    Meu aluno tem dificuldade para organizar frases. O que fazer?

    O-lá! A criança já consegue ler e escrever palavras, mas, na hora de formar uma frase, parece não saber muito bem onde colocar cada uma delas. Você percebe essa dificuldade em seu aluno?

    Formar uma frase exige mais do que reconhecer as palavras. É preciso compreender a relação entre elas para conseguir organizar aquilo que se quer comunicar.

    Essa capacidade de refletir sobre a estrutura das frases está relacionada à consciência sintática.

    “O termo consciência sintática refere-se à habilidade para refletir e manipular mentalmente a estrutura gramatical das sentenças.” (BARRERA; MALUF, 2003, p. 494).

    E como podemos trabalhar a organização de frases?

    Uma possibilidade é apresentar palavras fora de ordem e desafiar a criança a descobrir como organizá-las para formar uma frase com sentido.

    Foi pensando nessa proposta que desenvolvemos o jogo Desembaralhe as Frases.

    Habilidades estimuladas

    • Organização de frases;
    • Leitura;
    • Compreensão leitora;
    • Construção de sentido;
    • Produção escrita;
    • Atenção e concentração.

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana.
    2. Cada criança escolhe um peão e, na sua vez, lança o dado, avançando a quantidade de casas correspondente.
    3. Ao parar em uma casa, deverá ler as palavras e organizá-las para formar uma frase com sentido, sem acrescentar, retirar ou trocar nenhuma palavra.
    4. A criança pode dizer oralmente a frase formada. No entanto, o registro escrito sempre contribui para a internalização da aprendizagem.
    5. Vence quem chegar primeiro ao final da trilha!

    Dica: Para tornar o jogo mais desafiador, estabeleça um tempo para cada rodada (30 segundos, 1 minuto…).

    Sugestão de mediação

    Quando a criança tiver dificuldade, procure não indicar imediatamente a ordem correta das palavras.

    Você pode pedir que ela leia a frase que organizou e grave sua leitura. Depois, coloque o áudio para que ela escute e tente perceber se a frase ficou adequada ou se alguma palavra precisa mudar de lugar.

    Se necessário, leia as palavras em voz alta e incentive-a a experimentar diferentes possibilidades de organização.

    Algumas perguntas também podem ajudar:

    • “Essa frase faz sentido?”
    • “Tem alguma palavra que você mudaria de lugar?”
    • “Vamos tentar organizar de outra forma?”

    É isso, gostou do que viu por aqui? Espero você no próximo post.

    Um abraço!

    Referência bibliográfica

    BARRERA, Sylvia Domingos; MALUF, Maria Regina. Consciência metalinguística e alfabetização: um estudo com crianças da primeira série do ensino fundamental. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 16, n. 3, p. 491–502, 2003.

    O que você recebe

    ATENÇÃO! GRATUITO SOMENTE ATÉ 30/09/2026

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 01 tabuleiro;
    • 01 dado;
    • 04 peões;
    • instruções de uso.

    Perguntas frequentes

    1. Para qual faixa etária o jogo é indicado?

    O jogo é indicado para crianças em processo de alfabetização ou que já realizam leitura de palavras e estão desenvolvendo a organização de frases.

    2. Posso utilizar o jogo em atendimento individual?

    Sim. Nesse caso, o profissional pode jogar com a criança ou utilizar os desafios individualmente.

    3. A criança precisa escrever as frases?

    Não. A criança precisa ler as palavras apresentadas no jogo e organizá-las para formar uma frase, mas pode apresentar a resposta oralmente, sem fazer o registro escrito.

    No entanto, sempre que possível, é interessante propor também o registro escrito das frases formadas. Esse momento amplia o desafio da atividade, pois permite que a criança transforme uma frase organizada mentalmente em uma produção escrita, envolvendo habilidades como atenção, memória, planejamento e coordenação motora.

    Você também pode gostar

    • Frase Escondida – um jogo para estimular a leitura, a compreensão e a organização de frases.
    • Deu Frase! – ideal para ampliar a produção de frases de maneira divertida.
    • Frases Fatiadas – uma excelente proposta para trabalhar a estrutura das frases por meio da manipulação das palavras.

     

  • Transforme as Palavras | Jogo para alfabetização

    Transforme as Palavras | Jogo para alfabetização

    O-lá! Quando desafiamos uma criança em processo de alfabetização a transformar pato em gato ou vela em velha, estamos promovendo a análise ativa da estrutura escrita. Foi pensando na riqueza desse tipo de atividade que desenvolvemos o Transforme as Palavras, um jogo para alfabetização que desafia a criança a acrescentar ou trocar letras para formar novas palavras.

    Esse tipo de exercício é muito rico para a alfabetização, pois leva a criança a perceber, na prática, como pequenas mudanças na escrita podem formar novas palavras e novos significados.

    Como o jogo apoia o processo de alfabetização?

    O aprendizado da escrita se consolida quando a criança deixa de apenas copiar palavras mecanicamente e passa a compreender como elas são estruturadas. Ao manipular as letras o aluno visualiza o impacto que uma única letra tem na construção de novos significados. O “Transforme as Palavras” funciona como um excelente elo entre a instrução fônica (relação som-letra) e a prática real da escrita.

    Conforme o neurocientista Stanislas Dehaene (2012, p. 218):

    “[…] A criança descobre que a fala é composta de átomos, os fonemas, que podem ser recombinados, para formar novas palavras, verdadeiras moléculas verbais.”

    No jogo, essas “moléculas verbais” ganham forma física nas cartas e no tabuleiro, permitindo que o aluno manipule a estrutura alfabética de maneira concreta e contextualizada. Como jogo para alfabetização, o Transforme as Palavras favorece justamente essa reflexão sobre as relações entre letras, sons e significados.

     Habilidades estimuladas pelo jogo

    • Análise e manipulação da estrutura escrita das palavras;
    • Compreensão e consolidação do princípio alfabético;
    • Decodificação (leitura) e codificação (escrita);
    • Consciência ortográfica e ampliação de vocabulário;
    • Funções executivas (atenção sustentada, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva).

    Sugestão de uso

    Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e organize as cartas em uma pilha, com a face voltada para baixo.

    Na sua vez, cada participante retira uma carta e observa o código indicado. A letra corresponde à coluna e o número à linha do tabuleiro. Em seguida, o participante localiza a palavra e realiza o desafio proposto, acrescentando ou trocando uma letra para formar outra palavra.

    Se conseguir realizar corretamente a transformação, fica com a carta. Caso contrário, ela retorna ao final da pilha.

    Ao término da partida, vence quem conquistar o maior número de cartas.

     

    Sugestões de mediação

    A intervenção do professor, do psicopedagogo ou da família enriquece a atividade.

    Sempre que possível, peça que a criança leia em voz alta a palavra inicial e a palavra formada. Essa estratégia favorece a percepção das mudanças sonoras e fortalece a relação entre fala e escrita.

    O que fazer se a criança encontrar dificuldade? Ofereça pistas em vez de dar a resposta pronta. Por exemplo, se a palavra do tabuleiro for CARO e o desafio for acrescentar uma letra para formar outra palavra, você pode dizer: “Estou pensando em um meio de transporte…”.

    Quando a criança responder “carro”, incentive a reflexão: “Muito bem! E o que você precisa fazer na palavra CARO para que ela se transforme em CARRO?”. Esse tipo de intervenção mantém a criança como protagonista da aprendizagem, estimula a elaboração de hipóteses e favorece a construção do conhecimento de forma mais significativa.

    Considerações finais

    A alfabetização se fortalece quando a criança deixa de apenas reconhecer palavras e passa a compreender como elas são construídas.

    Assim, ao desafiar os participantes a acrescentar ou trocar letras para formar novas palavras, Transforme as Palavras estimula a observação, a reflexão e a elaboração de hipóteses sobre o funcionamento da língua escrita. De forma lúdica e envolvente, o jogo promove a análise linguística, amplia o vocabulário e incentiva a criança a descobrir que pequenas mudanças dão origem a novas palavras e novos significados.

    Referência Bibliográfica:

    DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.

    O que você recebe

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 60 cartas;
    • 01 tabuleiro;
    • 01 embalagem;
    • gabarito;
    • instruções de uso.

    Talvez você queira saber

    O jogo pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. O material pode ser utilizado em pequenos grupos, estações de aprendizagem, oficinas de alfabetização, reforço escolar ou como atividade complementar às aulas.

    O jogo pode ser utilizado em atendimentos psicopedagógicos?

    Sim. O jogo favorece intervenções individuais ou em pequenos grupos e pode ser adaptado conforme os objetivos e as necessidades de cada criança na clínica.

    A partir de qual idade o jogo é recomendado?

    O jogo é ideal para crianças a partir de 5 ou 6 anos. No entanto, ele também serve para crianças mais velhas que apresentem dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita.

    É necessário que a criança já saiba ler?

    Não. É recomendado que a criança esteja em processo de alfabetização e precise consolidar a base da consciência fonêmica através da associação com as letras.

  • Desmonta e Monta | Jogo de sílabas para formar palavras

    Desmonta e Monta | Jogo de sílabas para formar palavras

    O-lá! 😊

    Quem trabalha com alfabetização sabe que pequenas descobertas podem tornar a aprendizagem muito mais significativa. Quando a criança percebe que basta trocar uma única sílaba para formar uma outra palavra, ela passa a olhar para a escrita de um jeito diferente.

    Ao trocar, substituir, reorganizar e experimentar novas combinações de sílabas, a criança é desafiada a refletir sobre a estrutura das palavras. Aos poucos, ela deixa de apenas juntar sílabas e passa a compreender que a escrita pode ser analisada, transformada e reconstruída.

    Esse processo não acontece de forma isolada. Por isso, a interação com adultos e com outras crianças, aliada a propostas intencionalmente planejadas, favorece a construção de conhecimentos sobre a linguagem escrita. Como afirma Ana Albuquerque (2022, p. 82):

    “[…] A partir das interações com pares e adultos, as crianças desenvolvem habilidades e constroem conhecimentos acerca das propriedades do sistema alfabético, nomeadamente as ligações entre a linguagem oral e a escrita, os objetos e a escrita, o desenho e a escrita, as características gráficas e fonológicas da linguagem escrita, assim como seu funcionamento, suas regras e sua utilização. […].”

    Percebe como essa construção acontece quando a criança é convidada a pensar sobre a língua escrita? Assim, não se trata apenas de formar palavras. Ao manipular sílabas, ela observa, compara, levanta hipóteses, testa possibilidades e compreende, na prática, como as palavras são organizadas.

    Foi pensando em contribuir com esse processo que desenvolvemos o Desmonta e Monta.

    A proposta é simples, mas bastante desafiadora. A cada rodada, a criança deverá substituir uma das sílabas da palavra que está na mesa para formar uma nova palavra. Parece uma troca simples, mas, para conseguir fazer isso, ela precisará analisar a palavra, pensar nas possibilidades e verificar se a nova combinação realmente forma uma palavra existente.

    Enquanto brinca, a criança aprende, testa hipóteses, faz descobertas e fortalece importantes habilidades relacionadas ao processo de alfabetização.

    Habilidades estimuladas

    • consciência silábica;
    • manipulação de sílabas;
    • formação e leitura de palavras;
    • ampliação do vocabulário;
    • atenção e concentração;
    • flexibilidade cognitiva;
    • pensamento lógico.

    Sugestão de uso

    1. Embaralhe todas as cartas.
    2. Distribua três cartas para cada participante.
    3. Forme uma palavra no centro da mesa utilizando duas cartas de sílabas.
    4. As demais cartas permanecem em uma pilha para compra.
    5. Na sua vez, o jogador deverá observar a palavra formada no centro da mesa e substituir uma das sílabas por uma carta de sua mão, formando uma nova palavra.
    6. Depois da troca, coloca a sílaba retirada na área de descarte
    7. Caso não consiga realizar nenhuma troca, o jogador poderá comprar uma carta da pilha ou utilizar uma das cartas já descartadas, desde que consiga formar uma nova palavra.
    8. Vence o jogo quem conseguir utilizar primeiro todas as cartas da mão.

    Sugestão de mediação

    Durante o jogo, procure valorizar o raciocínio da criança. Em vez de apenas dizer se a palavra está certa ou errada, incentive-a a explicar como pensou.

    Algumas perguntas podem enriquecer esse momento:

    • Essa palavra existe? O que ela significa?
    • O que mudou quando você trocou essa sílaba?
    • Existe outra palavra que poderia ser formada?
    • Por que você escolheu trocar essa sílaba?

    Dessa forma, essas pequenas intervenções tornam a brincadeira ainda mais significativa, pois ajudam a criança a refletir sobre o funcionamento da escrita enquanto joga.

    Também vale a pena pedir que a criança leia a palavra antes e depois da substituição, favorecendo a percepção de como uma única mudança pode alterar a leitura e o significado

    É isso! Gostou do que viu por aqui?

    Espero que o Desmonta e Monta contribua para momentos de muita aprendizagem, descobertas e diversão!

    Se utilizar o jogo com suas crianças, depois volte para me contar como foi a experiência. Vou adorar saber!

    Um grande abraço!

    Referência Bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022

    O que vem no Desmonta e Monta

    Clique no link abaixo e adquira o arquivo digital em PDF. Você receberá:

    • 40 cartas com sílabas;
    • 1 embalagem;
    • instruções de uso.

    Depois, é só imprimir, montar e jogar!

    Perguntas frequentes

    1. O que é manipulação de sílabas?

    É a habilidade de trocar, acrescentar, retirar ou reorganizar sílabas para formar novas palavras. Essa prática favorece a reflexão sobre a estrutura das palavras e contribui para a aprendizagem da leitura e da escrita.

    2. Por que trabalhar a manipulação de sílabas durante a alfabetização?

    Porque essa habilidade ajuda a criança a compreender como formamos as palavras. Ao manipular sílabas, por exemplo, ela observa padrões, testa hipóteses e fortalece a compreensão do sistema de escrita alfabética.

    3. Qual é a diferença entre consciência silábica e manipulação de sílabas?

    A consciência silábica é a capacidade de perceber e identificar as sílabas que compõem uma palavra. Já a manipulação de sílabas envolve realizar transformações nessas sílabas, como substituí-las, reorganizá-las ou acrescentá-las para formar novas palavras.

    4. A partir de que idade a manipulação de sílabas pode ser trabalhada?

    Em geral, podemos estimular essa habilidade com crianças que já apresentam conhecimentos iniciais sobre sílabas e estão em processo de alfabetização. Além disso, é importante adequar a escolha das palavras e o nível de dificuldade ao desenvolvimento de cada criança.

    5. O jogo Desmonta e Monta pode ser utilizado em sala de aula?

    Sim. O jogo pode ser utilizado por professores, psicopedagogos, fonoaudiólogos e também pelas famílias, em atendimentos individuais, pequenos grupos ou atividades em sala de aula.

  • Sacola de palavras I Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    Sacola de palavras I Jogo de alfabetização para escrita de palavras

    A construção da escrita durante a alfabetização

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, a criança não apenas aprende quais letras utilizar, mas busca compreender como a escrita funciona. Ela observa, faz tentativas, compara suas produções e cria hipóteses para representar as palavras.

    Nesse processo, a criança precisa compreender que a escrita representa a fala e, gradualmente, estabelecer relações entre os sons das palavras e as letras que os representam.

    Como explica Magda Soares (2016, p. 124):

    “Assim, para aprender a ler e a escrever, é necessário que o aprendiz volte sua atenção para os sons da fala, e tome consciência das relações entre eles e sua representação gráfica, tanto no nível da palavra quanto no nível das relações fonema-grafema […]”

    Essa compreensão é construída aos poucos, por meio de situações em que a criança pode observar palavras, comparar suas escritas, testar possibilidades e perceber novas relações entre sons e letras.

    Por isso, propostas que convidam a criança a pensar sobre a escrita e participar ativamente desse processo podem favorecer avanços importantes na alfabetização.

    Conheça o jogo Sacola de Palavras

    O Sacola de Palavras foi desenvolvido justamente com essa intenção: criar situações em que a criança possa observar palavras, registrar suas ideias e estabelecer relações entre sons e letras durante o processo de alfabetização.

    Neste jogo, cada ficha possui uma figura acompanhada de quadros correspondentes à quantidade de letras da palavra. Por exemplo, a palavra “avião” possui cinco letras; por isso, a ficha apresenta cinco espaços para o registro da escrita.

    Como o jogo ajuda na reflexão sobre a escrita?

    Esse detalhe pode ajudar muito crianças que estão na hipótese silábica. Às vezes, a criança escreve, por exemplo, “OAT” para “tomate”. Ao perceber que ainda sobraram quadros vazios, ela pode começar a refletir que aquela quantidade de letras talvez não seja suficiente para representar toda a palavra.

    Ao perceber essa diferença, a criança é incentivada a rever sua hipótese de escrita e a compreender, gradualmente, o princípio alfabético.

    Esse processo de reflexão torna a aprendizagem mais significativa, pois permite que a criança construa novos conhecimentos a partir das próprias descobertas.

    Habilidades estimuladas pelo jogo Sacola de Palavras

    Além disso, o jogo cria oportunidades para a criança:

    • observar letras iniciais;
    • relacionar sons e escrita;
    • refletir sobre a quantidade de letras necessária para escrever cada palavra;
    • ampliar o vocabulário;
    • desenvolver atenção e concentração;
    • participar de situações de escrita com mais envolvimento e significado.

    Sugestão de Uso

    1. Distribua igualmente as fichas com figuras entre os participantes.
    2. Em seguida, coloque letras dentro de um pote. Podem ser utilizadas letras em EVA ou fichas com letras impressas.
    3. Sorteie uma letra. Por exemplo: a letra F. Apresente o som da letra e diga o seu nome. A criança que tiver uma ficha cuja imagem seja iniciada com esse som deverá escrever o nome correspondente. Após concluir a escrita, guarda a ficha dentro da sacola.
    4. Vence quem conseguir guardar primeiro todas as suas fichas na sacola.

    Sugestão de Mediação

    Durante a atividade, evite informar imediatamente como a palavra é escrita. Em vez disso, incentive a criança a refletir fazendo perguntas como:

    “Qual é o primeiro som que você escuta? E qual som vem depois?”

    Outra estratégia é enfatizar o fonema que a criança ainda não conseguiu identificar. Por exemplo, se ela não perceber o fonema /s/ na palavra “estojo”, o professor pode destacar esse som ao pronunciar a palavra:

    /essssstojo/

    Assim, a criança é incentivada a estabelecer relações entre os sons da fala e sua representação por letras.

    Uma proposta lúdica para favorecer a alfabetização

    O Sacola de Palavras transforma a escrita em uma experiência de investigação. Enquanto brinca, a criança observa, compara, testa hipóteses e faz novas descobertas sobre o sistema de escrita alfabética.

    Quando utilizados com intencionalidade pedagógica, jogos como esse favorecem a participação ativa da criança e tornam o processo de alfabetização mais significativo e prazeroso.

    É isso! Gostou do que viu por aqui? 😊

    Um forte abraço e aguardo você no próximo post!

    Referência Bibliográfica

    SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016.

     

    Clique no link abaixo para adquirir o arquivo PDF contendo:

    • 39 fichas;
    • 01 embalagem (sacola);
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar 🙂

    Perguntas Frequentes

    1. O jogo Sacola de Palavras é indicado para qual fase da alfabetização?

    Para crianças que estão construindo hipóteses sobre a escrita e iniciando a escrita de palavras.

    2. O jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem, TEA (autismo), dislexia ou TDAH?

    Sim. O Sacola de Palavras pode ser utilizado como um recurso pedagógico em diferentes contextos de aprendizagem, sempre considerando as características e necessidades de cada criança.

    As fichas possuem imagens reais e espaços amplos para a escrita, recursos que podem favorecer a identificação das figuras, a organização visual e o registro das palavras, especialmente para crianças que podem se beneficiar de maior apoio visual e de mais espaço para realizar a escrita.

    O jogo pode ser aplicado individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, conforme os objetivos do educador.

    Por que o jogo Sacola de Palavras contribui para o processo de alfabetização?

    Porque ele cria situações em que a criança pode refletir sobre a escrita das palavras, relacionar sons e letras e construir conhecimentos sobre o sistema de escrita alfabética de maneira lúdica e significativa.

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  • Achou, Escreveu! | Jogo para leitura e escrita

    Achou, Escreveu! | Jogo para leitura e escrita

    O-lá!

    Durante o processo de alfabetização, criar situações em que a criança tenha motivos para ler e escrever é fundamental. E isso está bem longe de apenas apresentar listas de palavras ou pedir que ela copie o que está escrito.

    Por isso, em muitas situações, podemos propor desafios em que a criança precise ler, compreender uma informação, tomar uma decisão e registrar por escrito aquilo que descobriu.

    Como destaca Emília Ferreiro (1997, p. 20):

    “A escrita é importante na escola porque é importante fora da escola, e não o inverso.”

    A ideia, então, é proporcionar oportunidades em que a criança perceba que escrever não é apenas cumprir uma tarefa, mas uma forma de registrar, responder, comunicar e participar de experiências que tenham sentido para ela.

    Mas como criar, na prática, situações de leitura e escrita que façam sentido para a criança? Os jogos pedagógicos são excelentes aliados.

    É o que acontece no Achou, Escreveu!

    Conheça o Achou, Escreveu!

    O Achou, Escreveu! é um jogo de alfabetização que integra leitura, compreensão, observação e escrita de palavras em uma proposta lúdica.

    A dinâmica é simples: a criança precisa compreender a pista, observar o tabuleiro, localizar o animal correspondente e, depois, escrever seu nome.

    Assim, a escrita não aparece simplesmente como uma obrigação. A criança escreve porque precisa registrar aquilo que descobriu para realizar a missão do jogo!

    Quais habilidades podem ser trabalhadas?

    Durante a brincadeira, você pode estimular:

    Sugestão de uso

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana e deixe as cartas em uma pilha, viradas para baixo.
    2. Na sua vez, a criança pega uma carta e lê a frase. Caso ainda não consiga fazer a leitura com autonomia, um adulto ou colega pode realizar a leitura.
    3. Depois, a criança procura no tabuleiro o animal indicado pela pista e escreve seu nome.
    4. Ao final, vence quem conquistar o maior número de cartas.

    Quer deixar o jogo mais desafiador? Você pode estabelecer um tempo para cumprir a missão, utilizando uma ampulheta ou o cronômetro do celular.

    Se conseguir encontrar o animal e escrever o nome dentro do tempo combinado, a criança fica com a carta. Caso contrário, ela deve colocá-la embaixo da pilha.

    Sugestão de mediação

    Se, por exemplo, a criança encontrar o animal, mas tiver dificuldade para escrever seu nome, evite fornecer a resposta pronta logo de início. Transforme a dúvida em reflexão:

    • Com qual som começa essa palavra?
    • Qual letra pode representar esse som?
    • Você conhece outra palavra que começa da mesma maneira?

    Um banco de palavras também pode ser utilizado como apoio para as crianças que ainda precisam de referências visuais para realizar suas tentativas de escrita.

    Durante as atividades de alfabetização, o mais importante é observar o que a criança já consegue fazer e oferecer as intervenções certas para que ela avance em suas hipóteses de escrita.

    Espero que esse material e as reflexões de hoje contribuam bastante para a sua prática pedagógica.

    Um abraço e até o próximo post!

    Referência bibliográfica

    FERREIRO, Emilia. Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 1997.

     

    Gostou da proposta?

    O arquivo PDF com o Achou, Escreveu! está pronto para impressão e contém:

    • 36 cartas com pistas;
    • 01 tabuleiro ilustrado;
    • 01 embalagem para guardar o jogo;
    • Instruções completas de uso.

    É só baixar, imprimir, montar e jogar!

    Perguntas frequentes

    1. Em que fase da alfabetização este jogo é indicado?
    O jogo pode ser utilizado com crianças em diferentes fases do processo de alfabetização. O professor ou responsável pode adaptar a proposta conforme a hipótese de escrita da criança. Por exemplo, para uma criança que esteja apresentando hipótese de escrita pré-silábica, pode ser disponibilizado um banco de palavras para que ela identifique o nome correspondente à imagem e o utilize como apoio para a escrita. À medida que a criança avança, o jogo pode ser realizado com maior autonomia.

    2. Este jogo pode ser usado em sala de aula?
    Sim. Pode ser utilizado em atividades individuais, em pequenos grupos ou com a turma toda, com adaptações conforme os objetivos do professor.

    3. Este jogo pode ser utilizado com crianças com dificuldades de aprendizagem ou com TEA (autismo)?
    Sim. Ele pode ser utilizado como um recurso pedagógico em contextos de aprendizagem, oferecendo oportunidades de prática de forma lúdica. O professor ou responsável pode adaptar o nível de dificuldade conforme as necessidades e o ritmo de cada criança.

    4. Qual é o principal objetivo do jogo?
    O objetivo do jogo é ajudar a criança a consolidar a escrita de palavras de forma significativa, por meio de uma proposta lúdica que estimula a reflexão sobre a escrita.

  • O Sumiço das Sílabas | Jogo de alfabetização para completar palavras

    O Sumiço das Sílabas | Jogo de alfabetização para completar palavras

    Como trabalhar a formação de palavras na alfabetização com um jogo pedagógico

    O-lá!

    Sabemos que a alfabetização acontece de forma muito mais significativa quando a criança participa ativamente do processo, interage, levanta hipóteses, conversa, escuta e reflete sobre a língua escrita em diferentes contextos. Ela precisa perceber que a escrita não é apenas uma sequência de letras, mas uma forma de representar a linguagem, na qual diferentes elementos se organizam para construir palavras com significado.

    Atividades que envolvem observar, comparar e completar palavras podem favorecer essa reflexão, especialmente quando são propostas em situações significativas e desafiadoras.

    Como destaca Ana Albuquerque (2022, p. 87):

    […] A linguagem escrita deverá estar presente de modo constante e significativo na sala de aula, por meio da criação de rotinas de escrita e leitura e da organização de oportunidades e experiências individuais, a pares e em grupo, promovendo a discussão de pontos de vista e a reflexão metalinguística.

    Pensando nisso, trouxe como sugestão o jogo O Sumiço das Sílabas, uma proposta lúdica em que a criança precisa encontrar a sílaba que falta para completar o nome das figuras. Durante a brincadeira, ela observa, compara possibilidades, testa hipóteses e reflete sobre a estrutura das palavras enquanto participa de um desafio divertido.

    Como trabalhar a formação de palavras de forma lúdica

    A formação de palavras é uma importante etapa do processo de alfabetização. Para compreender como a escrita funciona, a criança precisa perceber relações entre aquilo que fala e aquilo que escreve, observando semelhanças, diferenças e regularidades presentes nas palavras.

    Os jogos pedagógicos podem contribuir nesse processo porque proporcionam situações em que a criança participa ativamente da aprendizagem. Ao procurar a sílaba que completa uma palavra, ela precisa mobilizar seus conhecimentos, analisar pistas e tomar decisões para resolver o desafio proposto.

    No jogo O Sumiço das Sílabas, a criança não apenas identifica uma parte da palavra, mas pensa sobre como aquela sílaba se relaciona com o restante da escrita. Essa reflexão favorece a construção do conhecimento de maneira mais significativa e prazerosa.

    Habilidades estimuladas

    • formação de palavras;
    • leitura de palavras;
    • reflexão sobre a estrutura das palavras;
    • consciência linguística;
    • atenção e concentração;
    • percepção visual;
    • memória;
    • participação em jogos com regras;
    • interação social.

    Sugestão de uso do jogo

    1. Coloque o tabuleiro sobre uma superfície plana, com as fichas em formato de “pegadas” cobrindo as sílabas. Deixe as cartelas em uma pilha, viradas para baixo.
    2. Vire a primeira cartela e mostre a figura aos jogadores. Na sua vez, cada participante escolhe uma das pegadas do tabuleiro e a levanta para verificar se a sílaba escondida completa corretamente o nome da figura.
    3. Se a sílaba encontrada completar a palavra, o jogador fica com a ficha. Caso contrário, devolve a pegada ao mesmo lugar, cobrindo novamente a sílaba, e passa a vez ao próximo participante.
    4. O jogo continua até que todas as cartelas sejam utilizadas. Ao final da partida, vence quem reunir o maior número de fichas.

    Mediação

    Durante a partida, incentive a criança a observar atentamente a figura e dizer seu nome em voz alta. Se necessário, repita a palavra de forma lenta e natural e convide-a a pensar em qual sílaba está faltando para completar a palavra.

    Após revelar uma sílaba no tabuleiro, aproveite o momento para ampliar a aprendizagem. Se a criança acertar, leia a palavra completa com ela e converse sobre sua estrutura. Caso não encontre a sílaba correta, incentive-a a ler a palavra utilizando a sílaba revelada. Muitas vezes surgirão palavras que não existem. E isso pode render momentos divertidos! Aproveite essas situações para refletir com a criança sobre por que aquela sílaba não completa corretamente a palavra e qual seria a opção adequada.

    Evite fornecer a resposta imediatamente. Dê tempo para que a criança observe, compare possibilidades, formule hipóteses e participe ativamente da construção do conhecimento. Essa mediação torna o jogo ainda mais significativo para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Jogos pedagógicos como apoio à alfabetização

    Na alfabetização, experiências concretas e significativas podem fazer diferença no envolvimento da criança com a aprendizagem. Quando ela participa de uma atividade desafiadora, com objetivos claros e momentos de reflexão, encontra mais sentido no contato com a linguagem escrita.

    O jogo O Sumiço das Sílabas não substitui o trabalho sistemático de alfabetização realizado pelo professor, mas pode ser um recurso complementar para criar situações de aprendizagem em que a criança observa, compara, formula hipóteses e amplia seus conhecimentos sobre a formação das palavras.

    Por hoje é isso!

    Gostou do que viu por aqui?

    Um abraço e até o próximo post 😉

    Perguntas frequentes

    1. Como ajudar uma criança que tem dificuldade para formar palavras?

    Crianças em processo de alfabetização podem apresentar diferentes desafios ao compreender como as palavras são formadas. Por isso, antes de escolher uma atividade ou recurso, é importante observar e identificar exatamente onde está a dificuldade apresentada pela criança.

    Conhecer aquilo que ela já sabe é um passo fundamental, pois essas informações ajudam o professor a escolher estratégias de intervenção mais adequadas às suas necessidades.

    Algumas perguntas podem auxiliar nessa observação: Como está o desenvolvimento da consciência fonológica dessa criança? Ela consegue perceber semelhanças sonoras entre as palavras? Reconhece os sons que cada letra representa? Já compreende que a escrita representa a fala? Consegue identificar partes das palavras ou ainda depende muito do apoio das imagens e da oralidade?

    A partir dessa análise, é possível propor atividades que façam sentido para o momento de aprendizagem da criança. Jogos pedagógicos podem ser recursos complementares nesse processo, pois permitem trabalhar a leitura, a formação de palavras e a reflexão sobre a escrita de maneira lúdica e significativa.

    2. Como trabalhar a formação de palavras na alfabetização?

    A formação de palavras pode ser trabalhada por meio de atividades que envolvam leitura, escrita, comparação entre palavras e reflexão sobre sua estrutura. Propostas lúdicas, como jogos de alfabetização, tornam esse aprendizado mais significativo, pois permitem que a criança participe ativamente, faça descobertas e construa conhecimentos.

    3. O jogo “O Sumiço das Sílabas” trabalha apenas sílabas?

    Embora o jogo envolva a identificação de sílabas, sua proposta vai além dessa habilidade. A dinâmica do jogo também favorece outras habilidades importantes. Ao observar as jogadas dos colegas, a criança pode lembrar quais sílabas já foram encontradas e onde estavam localizadas no tabuleiro. Em uma próxima rodada, essa memória poderá ajudá-la a tomar melhores decisões durante a brincadeira.

    Dessa forma, o jogo também estimula atenção, memória, percepção visual, estratégias de resolução de problemas e interação entre os participantes, tornando a aprendizagem mais ampla e significativa.

    4. Para quais crianças o jogo é indicado?

    O jogo é indicado para crianças em processo de alfabetização, podendo ser utilizado em diferentes contextos, como sala de aula, atendimento psicopedagógico, reforço escolar e Atendimento Educacional Especializado (AEE). A mediação pode ser adaptada conforme os conhecimentos e as necessidades de cada criança.

    Referência bibliográfica

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

     

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  • Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    Dino Embaralhado | Jogo de alfabetização para organizar letras e formar palavras

    O-lá!

    Quando pensamos em alfabetização, é essencial lembrarmos que a leitura é um processo ativo. A criança prevê, testa possibilidades e constrói sentido a partir do que já sabe.

    De acordo com Frank Smith (2003), a leitura envolve um processo de previsão, no qual o leitor utiliza seus conhecimentos prévios para atribuir significado ao que está escrito.

    Isso significa que, ao oferecer pistas sobre o que está escrito para uma criança em processo de aprendizagem da leitura e da escrita, ou sobre o que esperamos que ela escreva, ajudamos a ampliar seu pensamento, levantar hipóteses mais consistentes e se envolver de forma mais significativa com a palavra.

    Foi a partir dessa compreensão que elaboramos o jogo Dino Embaralhado. Organizamos o jogo de forma intencional, incluindo pistas que auxiliam a criança a antecipar quais palavras podem ser formadas a partir de um determinado grupo de letras embaralhadas: nome de animal, fruta, objeto ou vestuário.

    Além disso, as imagens do tabuleiro também funcionam como pistas. Por exemplo: se a dica for “é um animal”, a criança poderá observar quais animais estão disponíveis no tabuleiro e, com base nisso, tentar formar o nome de um deles com as letras apresentadas. (Logo abaixo, há mais detalhes sobre o uso do jogo.)

    Dessa forma, a atividade se torna mais acessível para uma criança que está em processo de aprendizagem, desafiadora na medida certa e muito mais envolvente, favorecendo não apenas o acerto, mas principalmente o raciocínio durante o processo.

    Habilidades estimuladas:

    • leitura e formação de palavras;
    • atenção e concentração;
    • velocidade de processamento;
    • associação entre palavra e imagem;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. A criança puxa a tira que sai da boca do “Dino”. Nessa tira, encontrará uma palavra com as letras embaralhadas.
    2. Antes de iniciar, será dada uma pista, como: é o nome de um animal, de uma fruta, de um objeto ou de uma peça de vestuário.
    3. Com base nessa informação, a criança deverá descobrir qual é a palavra e organizá-la dentro de um tempo determinado. Se for possível, utilize uma ampulheta ou um cronômetro para marcar esse tempo.
    4. Se conseguir, ganha uma fichinha e deverá procurar, no tabuleiro, a figura correspondente à palavra, colocando a fichinha sobre ela.
    5. Ao final, todos contam suas fichinhas para descobrir quem conquistou mais.

    Ao propor atividades como essa, nosso objetivo vai além do acerto imediato. Queremos que a criança pense, levante hipóteses, teste possibilidades e, principalmente, se envolva com o processo de aprendizagem de forma significativa e prazerosa.

    Quando ajustamos o nível de desafio e oferecemos pistas adequadas, criamos um caminho mais acessível e motivador, respeitando o momento de cada criança e favorecendo avanços reais na leitura e na escrita.

    Espero que essa proposta possa contribuir com a sua prática e trazer momentos de aprendizagem leve, divertida e cheia de descobertas.

    Um abraço,
    Sol 💛

    Referência Bibliográfica:

    SMITH, Frank. Compreendendo a leitura: uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler. Porto Alegre: Artmed, 2003.

     

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    • 4 tiras com palavras embaralhadas;
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  • Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    Lago das Sílabas | Jogo de alfabetização com sílabas para formação de palavras

    O-lá!

    Em um primeiro olhar, especialmente quando ainda não conhecemos profundamente o processo de alfabetização, é comum que a escrita de uma criança chame atenção pelo que “não está certo”. Mas, por trás dessas produções, existe algo muito mais importante acontecendo: a criança está pensando.

    Os estudos na área da alfabetização nos ajudaram a compreender que as primeiras tentativas de escrita não são aleatórias. Existe intenção, organização de ideias e construção de conhecimento em cada registro.

    Mesmo que, para um olhar menos atento ou com pouco conhecimento sobre o assunto, pareça uma escrita cheia de erros, hoje já sabemos que isso não procede. No entanto, nem sempre foi assim.

    Como aponta Ana Albuquerque (2022, p. 77):

    […] pouca importância era dada às primeiras produções escritas das crianças, sendo consideradas simples garatujas sem significado e que não envolviam qualquer ligação com a cognição. Eram vistas como reproduções erradas da escrita […].

    Ainda bem que os tempos são outros, não é mesmo?…Rsrs!

    Hoje, já sabemos que a criança está, sim, pensando sobre a escrita, testando hipóteses e organizando suas ideias sobre como a língua funciona.

    E quando esse olhar muda, muda tudo junto. A escrita deixa de ser julgada apenas pelo acerto e passa a ser compreendida como parte essencial do processo.

    É exatamente nesse ponto que os jogos entram com força. Porque, no jogo, a criança:

    • arrisca sem medo;
    • testa combinações;
    • observa o que funciona e o que não funciona;
    • aprende de forma ativa e significativa.

    Hoje eu trouxe como sugestão o “Lago das Sílabas”. Um jogo em que o sapinho precisa pular de sílaba em sílaba, formando palavras ao longo do caminho.

     Habilidades estimuladas:

    • formação e segmentação de palavras;
    • leitura inicial;
    • atenção e planejamento;
    • orientação espacial;
    • flexibilidade cognitiva.

    Sugestão de uso:

    1. Coloque o tabuleiro em uma superfície plana.
    2. Cada jogador, na sua vez, avança com seu peão tentando formar uma palavra. Pode se mover para a direita, esquerda, frente, atrás e na diagonal, mas não pode pular sílabas.
    3. A cada jogada, deve registrar a palavra formada em uma folha ou caderno.
    4. O jogo termina para o jogador que chegar à última sílaba da margem superior. Ao chegar, não pode mais se mover. Mas atenção: o vencedor não é quem chega primeiro, e sim quem consegue formar mais palavras ao longo do caminho.

    No fim das contas, mais importante do que chegar rápido é o que a criança constrói durante o percurso.

    É isso, turma! Gostaram do que viram por aqui?

    Um abraço e a gente se encontra no próximo post!

    Referência Bibliográfica:

    ALBUQUERQUE, Ana. Linguagem escrita na educação infantil: práticas pedagógicas promotoras da aprendizagem em sala de aula. In: SARGIANI, Renan (org.). Alfabetização baseada em evidências: da ciência à sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2022.

     

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    • 01 tabuleiro;
    • 04 peões;
    • instruções de uso.

    É para você imprimir, montar e jogar.