O-lá!
Uma criança não aprende matemática apenas recebendo informações. Ela constrói seu conhecimento a partir daquilo que já sabe e das relações que estabelece com novas situações.
Constance Kamii e Georgia Declark (1997, p. 157) explicam:
Na minha opinião, especialmente com relação à aritmética, as crianças aprendem com instrução só o que elas podem aprender com o conhecimento que já construíram.
A criança constrói a própria lógica
Essa forma de compreender a aprendizagem nos leva a olhar para o ensino da matemática de outra maneira. Em vez de apresentar apenas operações para serem resolvidas, podemos propor situações que façam a criança pensar, estabelecer relações e buscar caminhos para chegar a uma resposta.
É nessa perspectiva que desenvolvemos a Tirinha Matemática – Situações-problema, um recurso ilustrado com histórias curtas que envolvem situações de adição e subtração e convidam a criança a pensar sobre o que está acontecendo.
Habilidades estimuladas
- Construção do raciocínio matemático;
- Resolução de situações-problema;
- Compreensão de relações entre quantidades;
- Contagem;
- Noções de adição e subtração;
- Elaboração de estratégias para a resolução de problemas;
- Leitura e compreensão;
- Atenção e percepção.
Sugestão de uso
Apresente uma tirinha para a criança. Peça que leia e, em seguida, desenhe de acordo com o que está sendo solicitado na situação-problema.
Por exemplo:
Hugo tinha 5 balões. Ganhou mais 3. Desenhe com quantos balões Hugo ficou agora.
A partir da situação apresentada, a criança deverá pensar sobre o que aconteceu e representar, por meio do desenho, a quantidade solicitada.
Perceba que a criança não precisa apenas fazer uma conta. Antes disso, ela precisa entender o que aconteceu na história e pensar em como chegar à resposta.
Sugestão de mediação
Durante a atividade, incentive a criança a observar a situação e pensar sobre o que aconteceu. Perguntas como “O que Hugo tinha?”, “O que aconteceu depois?” e “O que podemos fazer para descobrir com quantos balões ele ficou?” podem contribuir para a organização do seu pensamento.
É importante também pedir que a criança explique como chegou ao resultado antes de dizer se sua resposta está certa ou errada. Ao ouvir a explicação da criança, conseguimos compreender melhor seu raciocínio e identificar em que momento ela precisa de ajuda.
Se for necessário, utilize material concreto, como tampinhas de garrafa PET ou palitos de picolé, permitindo que a criança represente e manipule as quantidades envolvidas na situação.
É isso! Gostou do que viu por aqui?
Um abraço e até o próximo post.
Referência bibliográfica
KAMII, Constance; DECLARK, Georgia. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. 13. ed. Campinas: Papirus, 1997.
Sobre o produto
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- 32 fichas (16 de adição e 16 de subtração)
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Talvez você queira saber
Para qual faixa etária o recurso é indicado?
A proposta é indicada para crianças a partir de 4/5 anos, considerando o momento de desenvolvimento e os conhecimentos de cada criança.
A criança precisa saber ler sozinha?
Não necessariamente. Caso seja preciso, um adulto pode realizar a leitura da tirinha para a criança.
O recurso pode ser utilizado individualmente ou em pequenos grupos?
Sim. As tirinhas podem ser utilizadas tanto em atendimentos individuais quanto em pequenos grupos, permitindo que a proposta seja adaptada a diferentes contextos de aprendizagem.
O que fazer quando a criança apresenta dificuldade para compreender a situação-problema?
O adulto pode retomar a leitura da tirinha, conversar com a criança sobre o que está acontecendo na história e utilizar materiais concretos para representar as quantidades envolvidas. O objetivo é oferecer apoio para que ela possa compreender a situação e construir seu próprio caminho para resolvê-la.










